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Zenzai de Okinawa é diferente: tem até leite condensado

  Reprodução do release do FamilyMart Você já deve ter ouvido falar do doce japonês que a gente come como sobremesa ou lanchinho da tarde, o zenzai. É um cozido de feijão azuki, com açúcar e bolinhas de mochi. A gente pode comer quente ou gelado, tanto faz.  Logo que cheguei em Okinawa para morar, levei um susto com a diferença. O zenzai daqui é preparado com outro tipo de feijão, um pouco maior, chamado de kintoki mame ( 金時豆)  e se come gelado. É saboroso, mas diferente do arquipélago principal.  A rede Family Mart lançou o Fujiya Zenzai (富士家ぜんざい), com o kintoki mame, em copo. Segundo o texto "se pode apreciar a delícia de feijão vermelho cozido lentamente e shiratama mochi, bem como a doçura suave de gelo crocante feito do caldo". Para quem gosta do leite condensado no zenzai (nunca provei assim!), a marca está disponibilizando um pacotinho extra ao preço de 60 ienes.  Já está à venda desde o dia 16 de maio, exclusivamente nas lojas Famima de Okinawa! Custa ¥...

Onde moram os brasileiros em Okinawa?

Ipê amarelo, presença brasileira, em Okinawa-shi

O número de verde amarelos residindo em Okinawa vem aumentando a cada ano nestas ilhas do sul do Japão. É perfeitamente compreensível, pois é uma província atraente. 

Pra ter uma ideia, em dezembro de 2012 eram 252 na província. Três anos depois, ou no final de 2015, as estatísticas mostram 273. 

À medida que o tempo foi passando mais resolveram migrar de outras regiões como Kanto, Kansai e Tokai para viver uma vida cheia de passeios nas praias maravilhosas, mergulhar, fazer snorkel, surfar, acampar e curtir a vida. 

O que fazem? Já encontrei brasileiros em diversas atividades como autônomos dando aulas – jiujitsu e outras artes marciais, fazendo faxina, excelentes tatuadores, produzindo e vendendo salgadinhos, esteticistas, massagistas, professores de mergulho, donos de estabelecimentos comerciais como bares e até de hotéis, como também trabalhadores em restaurantes, barzinhos, camareira, construção civil, área de prestação de serviços, bases americanas, entre outros. 

Enfim, os dados de junho de 2020 mostram que somos minoria entre os demais estrangeiros e também em relação ao número de brasileiros no Japão (211.178), apenas 0,27%. Enfim, somos em 563 espalhados pelas ilhas

Cidades preferidas

Tem presença verde amarela em diversas áreas do arquipélago Ryukyu, incluindo as ilhas remotas, como 25 em Ishigaki, 12 em Taketomi e 5 em Miyako. Se pensa que Naha é a que mais tem residentes brasileiros, engana-se.   

Vou dividir a ilha principal em 3 como fazem os okinawanos. No sul são 8 em Nanjo, 9 em Itoman e 52 em Naha. 

Na área do norte são 14 em Nago, 6 em Motobu, 12 em Onna e 10 em Kin. 

As cidades preferidas parecem ser as localizadas na área central. São 74 em Okinawa (cidade), 13 em Urasoe, 27 em Uruma, 27 em Yomitan, 15 em Nishihara, 75 em Chatan (onde moro) e 104 em Ginowan.

Se somar os números que apresentei verá que não fecha. É que há dados de um dígito em outros vilarejos e distritos. 

Imagem do Wikimedia


Parece que nem sempre os compatriotas escolhem as cidades baseados nesses dados. Alguns me contaram que pesaram 3 aspectos importantes: onde têm amigos ou conhecidos, localização quando já têm trabalho e custo x benefício em relação ao valor do aluguel. 

Você sabe que vim de Nagoia (Aichi). O valor do aluguel da kitinete aqui em Chatan é o mesmo que pagava lá. Mas, o estacionamento é mais em conta aqui. Estou te contando isso porque os aluguéis por aqui não são baratos, especialmente em cidades como Naha, Chatan e Yomitan. 

Voltando ao assunto da minoria, somos apenas 2% dos estrangeiros em geral. Menos do que os peruanos (4%), sendo que os americanos são em 25%, chineses em 23%, filipinos têm a fatia de 19%, além de outros como vietnamitas e nepaleses. 

E você, onde mora? Gosta da cidade?

Fontes: http://www.moj.go.jp/isa/policies/statistics/toukei_ichiran_touroku.html e https://www.pref.okinawa.lg.jp/site/chijiko/kohokoryu/honka/documents/section2.pdf

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