O novo coronavírus nos traz a dor de ver tantas pessoas sofrendo em todo Planeta, a consequência do isolamento social para nossa proteção, mas também tantas lições de vida.
Não diferente de outras iniciativas em todo mundo aqui em Okinawa também tem gestos que me fazem chorar de emoção.
Esta província ao sul do Japão, composta de várias ilhas, tem o maior índice de pobreza do país, afetando principalmente as crianças. E neste momento difícil em que as famílias monoparentais, a mãe ou o pai perdem o emprego ou tem a renda reduzida por causa do corte de horas e dias de trabalho, as crianças muitas vezes nem têm o que comer. Pois sem a merenda escolar, com as escolas fechadas, o pai, a mãe ou a avó precisa rebolar pra colocar mais comida em casa.
Em meio ao aumento dos casos do novo coronavírus o dono de um izakaya, uma espécie de barzinho com aperitivos e comida caseira, começou a fornecer almoço para essas crianças desde 10 de abril. Ele disse para a reportagem do jornal
Okinawa Times que quer dar um apoio para os pequenos que passam por dificuldade em casa.
E, tudo de graça!
O fornecedor de gás e os clientes de Urasoe ficaram sabendo da iniciativa e cada um colabora como pode. Levam hortaliças, carnes e arroz.
Tem fornecido cerca de 60 quentinhas por dia para as crianças do primário e ginásio da região. É de aquecer o coração, não acha?
Ajuda aos estrangeiros
O dono de um restaurante de Naha tomou a iniciativa de dar um suporte para os estrangeiros que perderam o emprego por causa da crise provocada pelo coronavírus. Desde 6 de abril prepara os 50 bentôs para vietnamitas, nepaleses e outros. Formam fila para receber o alimento, com gratidão disse um deles.
O jornal
Ryukyu Shimpo publicou uma matéria sobre essa ação. É uma pena que uma emissora local que também gravou imagens e depoimentos tenha removido o vídeo de sua playlist. Nessa ocasião o dono do restaurante teria dito que não podia abandoná-los pois na época de movimento todos trabalhavam, ajudando na falta de mão de obra.
Em geral, são estudantes que fazem bicos mas na crise foram cortados, principalmente se trabalhavam no setor de turismo.
Quando os fornecedores, clientes, vizinhos e conhecidos ficaram sabendo dessa iniciativa enviaram pacotes de arroz, hortaliças e ingredientes. E uma grande equipe de voluntários passou a ajudar no preparo e distribuição da comida que aquece o estômago e o coração.
Amor em ação
Esses foram dois exemplos de atitudes proativas, generosas, espontâneas e de pura compaixão. Como existem pessoas boas de alma! Seus estabelecimentos não devem ter movimento de clientes porque as pessoas evitam de ir a locais com aglomeração, ainda assim tomaram essa atitude tão encantadora!
E isso tocou um, mais 2, mais 5 e roda da solidariedade foi aumentando sem precisar pedir nada. É o amor em ação! Me fez lembrar do livro O Monge e o Executivo, do autor James Hunter.
O que move essas pessoas é a compaixão e a humildade. Como são iluminadas! São pessoas que amam o próximo, que acreditam que somos todos um e que para elas ganhar um sorriso é a melhor recompensa. Ou, de repente, nem esperam por essa recompensa. Simplesmente fazem e pronto!
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